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março 07, 2011

Sobre o Tema Anual: Projeto Carinho de Verdade


Carinho de Verdade é uma estratégia de mobilização da sociedade brasileira para promover a conscientização das pessoas, instituições, empresas e organizações sobre o problema da exploração sexual de crianças e adolescentes.
Segundo dados do Disque Denúncia Nacional, foram recebidas 3.600 denúncias de violência sexual no Brasil no primeiro semestre de 2010. Mas não há dados oficiais sobre o número exato de crianças e adolescentes que vivem essa realidade no País.
A campanha de mobilização Carinho de Verdade foi lançada no dia 19 de outubro, no Rio de Janeiro, pelo Conselho Nacional do Sesi em parceria com a Rede Globo, a Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o Comitê Nacional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, a Childhood Brasil, o Sesc/Senac, a Petrobrás, a Firjan e várias organizações que integram as redes de enfrentamento à violência sexual no Brasil.
O objetivo da campanha é desenvolver ações que levem informação e promovam o debate em diferentes grupos da população, tendo como principal instrumento as redes sociais (Orkut, Facebook, Twitter etc.). Com isso busca-se contribuir na construção de uma sociedade mais atenta e engajada em reduzir a indiferença e a tolerância da exploração sexual de crianças e adolescentes. Trata-se, portanto, de um trabalho de educação social com o objetivo de ajudar a construir uma nova cultura na sociedade marcada pela conscientização da gravidade do problema.
O “Carinho de Verdade” tem como foco o fortalecimento da divulgação de iniciativas realizadas por organizações da sociedade civil no enfrentamento à violência sexual de meninas e meninos além dos serviços públicos de denúncia, como o Disque 100 e os Conselhos Tutelares. Busca, com as ações desenvolvidas, contribuir para o fortalecimento da rede de proteção, enfrentamento e consolidação de um pacto social pela erradicação da exploração sexual de crianças e adolescentes em nosso País.
Acessem: http://www.carinhodeverdade.org.br/acoes/projetos_programas e veja os Programas e Projetos que já são executadas contra a Exploração Sexual e Abuso Infantil.

novembro 12, 2010

Bullying - Provocações sem Limites


Como é do conhecimento de todos, o Tema Anual da Ordem DeMolay, é contra o Bullying e o Abuso Infantil. Ontem, quando estava a caminho da faculdade, e levei um filme para compartilhar com os colegas de trajeto, chamado Bullying – Provocações sem Limites. Por incrível que pareça o filme prendeu a atenção de todos. Trata-se da história de Jordi, jovem que perde o Pai e muda-se com a Mãe para outra cidade, na Espanha, um mundo novo, novos amigos e uma vida a ser atormentada pelos novos colegas de classe.

Um filme que mostra claramente os Abusos e Agressões que as pessoas são capazes de cometer contra um ser humano. E porque ?

Esta claro que muitas vezes negligenciam o Bullying, a própria Escola não admite que seus alunos sofram e praticam. Por serem modelos de Educação. A vitima não admite por medo. Pois são intimidadas e sentem vergonha, aqueles que se faz de forte, se tornam os mais fracos psicologicamente. Os colegas não denunciam, pois, muitas vezes não tem conhecimento do que é o Bullying. E o Agressor, este se alimenta do prazer em se torna superior ao outro.

E nós DeMolays, qual o nosso papel diante dessa situação ?

Nós devemos lembrar do nosso dever para com a sociedade, devemos lembrar de nossos princípios e juramentos. Devemos lembra que a finalidade da Ordem DeMolay vai alem das paredes de uma Sala Capitular.

O Bullying assim como o Abuso Infantil (que é uma forma de Bullying), devem ser tratados em nossas comunidades. E uma forma de fazer isto, é através da informação e da conscientização, que Denunciar, de forma anônima ou não, é o principal meio de deter essa praga jovial.

Recomendo o Filme a todos, e espero que todos em suas cidades e suas casas, busquem contribuir para o fim do abuso. Não fique calado, diga NÃO, ao Bullying e ao Abuso Infantil, Eduque para a PAZ!

Paulo Júnio de Lima
Comissão Especial do Ano DeMolay 2010/2011.
Gabinete Nacional 2010/2011.

julho 09, 2010

Livro: Bullying - Mentes Perigosas nas Escolas


Todos os dias a vida de milhares de crianças e jovens brasileiros são afetados por um fenômeno cada vez mais comum: o bullying.
De origem inglesa, a palavra bullying corresponde a um conjunto de atitudes de violência física e/ou psicológica que ocorrem nas instituições de ensino. É um tipo de agressão intencional, que ridiculariza, humilha e intimida suas vítimas.
Algumas crianças, por serem diferentes de seus colegas - altos ou baixos demais, gordinhos ou muito magros, tímidos, nerds, mais frágeis ou muito sensíveis -, sofrem intimidações constantes. Discriminados em sala de aula, as vítimas de bullying, na maioria das vezes, sofrem caladas frente ao comportamento de seus ofensores. E as conseqüências podem ser desastrosas: desde repetência e evasão escolar até o isolamento, depressão e, em casos extremos, suicídio e homicídio.
Segundo a psiquiatra Ana Beatriz Barbosa, como é normal que as crianças impliquem uma com as outras, se dêem apelidos e briguem de vez em quando, nem sempre é fácil identificar quando o problema aparece. Por isso, é preciso que pais e professores estejam atentos para que percebam quando brincadeiras sadias, que ocorrem de forma natural e espontânea entre os alunos, se tornam verdadeiros atos de violência e perversidade - apenas alguns se divertem à custa de outros que sofrem.
Em Bullying - Mentes perigosas nas escolas, a Dra. Ana Beatriz faz uma análise profunda sobre um dos tipos de violência cada vez mais noticiado, que precisa com urgência ser combatido. "Além de os bullies - os agressores - escolherem um aluno-alvo que se encontra em franca desigualdade de poder, geralmente este também já apresenta uma baixa autoestima. A prática de bullying agrava o problema preexistente, assim como pode abrir quadros graves de transtornos psíquicos e/ou comportamentais que, muitas vezes, trazem prejuízos irreversíveis. No exercício diário da minha profissão, e após uma criteriosa investigação do histórico de vida dos pacientes, observo que não somente crianças e adolescentes sofrem com essa prática indecorosa, como também muitos adultos ainda experimentam aflições intensas advindas de uma vida estudantil traumática", alerta a psiquiatria.
De forma acessível e muito esclarecedora, o livro faz uma investigação do problema, trazendo informações necessárias aos pais, professores, alunos e profissionais de diversas áreas para identificar esse tipo de violência e suas conseqüências, como também o que se pode fazer para combatê-la.


(...)

julho 08, 2010

Diga não Bullying: Educar para a Paz !

 
 Bullying

Se você se acha o valentão.
Cuidado!
Quem é o valentão acaba no chão.
Se você bate nos pequenos.
Cuidado!
Eles crescerão.
Se você xinga ou ofende alguém.
Cuidado!
Alguém pode ofender você.
Olhe-se no espelho!
O espelho não mente, você é um Ser humano.
Então, não haja como se fosse um animal.
Todos nós fomos feitos à imagem e semelhança de Deus.
Deus não quer ver a sua imagem e semelhança brigando,
xingando e apelidando o próximo.
Somos Iguais!
Seja uma pessoa civilizada.
Diga não ao Bullying!
Diga não à violência!

 Violência na minha casa,
NÃO!!!

Sara, Keila e Regiane - 8ª série “B”


O Abuso Infantil

O abuso infantil, ou maltrato infantil, é o abuso físico e/ou psicológico de uma criança, por parte de seus pais - sejam biológicos ou adotivos - por outro adulto que possui a guarda da criança, ou mesmo por outro adultos próximos à criança (parentes e professores, por exemplo).

O abuso infantil envolve a imperícia, imprudência ou a negligência (estes elementos constituem a definição legal de "culpa") ou um ato praticado com dolo por parte do adulto contra o bem-estar ou a saúde da criança, como alimentação ou abrigo. Também comumente envolve agressões psicológicas como xingamentos ou palavras que causam danos psicológicos à criança, e/ou agressões de caráter físico como espancamento, queimaduras ou abuso sexual (que também causam danos, psicológicos inclusive).

Até muito recentemente, o abuso sexual de crianças era tratado como um assunto proibido na sociedade. Entretanto, de alguns anos pra cá esse tabu vem sendo quebrado, principalmente por conta da ação dos movimentos feministas, visto ser a mulher a vítima mais comum. E o que tem sido encontrado é alarmante, não apenas em freqüência de tais práticas, mas também em termos de conseqüências biopsicossociais. A criança, além de todo o sofrimento durante o abuso sexual, pode sofrer danos a curto e longo prazo; e uma simples intervenção precoce e efetiva pode modificar todo o desenvolvimento da criança. O “poder masculino” na relação de gênero, ou seja, o fato do homem ainda possuir o papel de patrão, de dono e de ser superior à mulher, é fator determinante da violência contra crianças, baseada numa cultura adultocêntrica (o adulto sabe tudo, pode tudo).

O abuso sexual se caracteriza como um ato de violência praticado quando alguém se utiliza de uma criança para sentir prazer sexual e é caracterizado como toda ação que envolver a questão do prazer sexual quando a criança não for capaz ou não tiver idade para compreender, conseqüentemente provocando culpa, vai auto-estima, problemas com a sexualidade, dificuldade em construir relações duradouras e falta de confiança em si e nas pessoas. Com tudo isso, sua visão do mundo e dos relacionamentos se torna muito diferente do jeito das outras pessoas.

Diante do exposto, após tomar conhecimento de uma situação de abuso sexual é importante amparar a vitima, dando apoio, amizade e transmitindo segurança, pois esta criança poderá estar com sua confiança abalada e geralmente não acredita quem alguém possa ajudá-la e procurar ajuda para que possa ser denunciado o caso, pois é denunciando que podemos combater o problema, a omissão, além de permitir a continuidade do abuso e da impunidade do abuso e da impunidade, também é crime, punido por lei. Entretanto, fechar os olhos, colar de fingir que o abuso sexual de crianças “só pode acontecer na família dos outros” e o mesmo que negar sua existência. Deixar de denunciar só favorece sua perpetuação.

(...) Paulo Júnio de Lima - Mestre Conselheiro Regional 5ª Ofex. GCEMG
Secretário Estadual - Presidente da Escola Mineira de Ritualística
 

junho 24, 2010

Palavra do Dia: Cyberbullying

Imagem: revistaescola.com

Bullying é uma situação que se caracteriza por atos agressivos verbais ou físicos de maneira repetitiva por parte de um ou mais alunos contra um ou mais colegas. O termo inglês refere-se ao verbo "ameaçar, intimidar".

Todo mundo que convive com crianças e jovens sabe como eles são capazes de praticar pequenas e grandes perversões. Debocham uns dos outros, criam os apelidos mais estranhos, reparam nas mínimas "imperfeições" - e não perdoam nada. Na escola, isso é bastante comum. Implicância, discriminação e agressões verbais e físicas são muito mais frequentes do que o desejado. Esse comportamento não é novo, mas a maneira como pesquisadores, médicos e professores o encaram vem mudando. Há cerca de 15 anos, essas provocações passaram a ser vistas como uma forma de violência e ganharam nome: bullying (palavra do inglês que pode ser traduzida como "intimidar" ou "amedrontar"). Sua principal característica é que a agressão (física, moral ou material) é sempre intencional e repetida várias vezes sem uma motivação específica. Mais recentemente, a tecnologia deu nova cara ao problema. E-mails ameaçadores, mensagens negativas em sites de relacionamento e torpedos com fotos e textos constrangedores para a vítima foram batizados de cyberbullying. Aqui, no Brasil, vem aumentando rapidamente o número de casos de violência desse tipo.


Nesta reportagem, você vai entender os três motivos que tornam o cyberbullying ainda mais cruel que o bullying tradicional.
- No espaço virtual, os xingamentos e as provocações estão permanentemente atormentando as vítimas. Antes, o constrangimento ficava restrito aos momentos de convívio dentro da escola. Agora é o tempo todo.
- Os jovens utilizam cada vez mais ferramentas de internet e de troca de mensagens via celular - e muitas vezes se expõem mais do que devem.
- A tecnologia permite que, em alguns casos, seja muito difícil identificar o(s) agressor(es), o que aumenta a sensação de impotência.

Raissa*, 13 anos, conta que colegas de classe criaram uma comunidade no Orkut (rede social criada para compartilhar gostos e experiências com outras pessoas) em que comparam fotos suas com as de mulheres feias. Tudo por causa de seu corte de cabelo. "Eu me senti horrorosa e rezei para que meu cabelo crescesse depressa."

Esse exemplo mostra como a tecnologia permite que a agressão se repita indefinidamente (veja as ilustrações ao longo da reportagem). A mensagem maldosa pode ser encaminhada por e-mail para várias pessoas ao mesmo tempo e uma foto publicada na internet acaba sendo vista por dezenas ou centenas de pessoas, algumas das quais nem conhecem a vítima. "O grupo de agressores passa a ter muito mais poder com essa ampliação do público", destaca Aramis Lopes, especialista em bullying e cyberbullying e presidente do Departamento Científico de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria. Ele chama a atenção para o fato de que há sempre três personagens fundamentais nesse tipo de violência: o agressor, a vítima e a plateia. Além disso, de acordo com Cléo Fante, especialista em violência escolar, muitos efeitos são semelhantes para quem ataca e é atacado: déficit de atenção, falta de concentração e desmotivação para os estudos.

Esse tormento permanente que a internet provoca faz com que a criança ou o adolescente humilhados não se sintam mais seguros em lugar algum, em momento algum. Na comparação com o bullying tradicional, bastava sair da escola e estar com os amigos de verdade para se sentir seguro. Agora, com sua intimidade invadida, todos podem ver os xingamentos e não existe fim de semana ou férias. "O espaço do medo é ilimitado", diz Maria Tereza Maldonado, psicoterapeuta e autora de A Face Oculta, que discute as implicações desse tipo de violência. Pesquisa feita este ano pela organização não governamental Plan com 5 mil estudantes brasileiros de 10 a 14 anos aponta que 17% já foram vítimas de cyberbullying no mínimo uma vez. Desses, 13% foram insultados pelo celular e os 87% restantes por textos e imagens enviados por e-mail ou via sites de relacionamento.

Texto extraído de: http://revistaescola.abril.com.br/

(...)
Paulo Júnio de Lima - Mestre Conselheiro Regional 5ª Ofex. GCEMG