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abril 06, 2011

Curiosidades: A Origem da Palavra “Irmão”

Os membros da Ordem DeMolay, unidos pela chama do Companheirismo e por seus juramentos, independentemente de qual Grau ele pertença, dão-se o tratamento de “Irmão”.
Geralmente, o mesmo termo é usado, mutualmente, em entidades religiosas como nos Conventos e membros de uma mesma associação. Este tratamento existe em todas as sociedades Iniciáticas e nas confrarias, baseado na participação dos membros com mesmo ideal, baseado no companheirismo. Era o tratamento que as Ordens Antigas usavam, como os Templários, Hospitalários e Teutônicos, por exemplo.
Como a Ordem DeMolay foi criada por um Maçom, e seus ritos foram escritos por um Maçom, percebemos claramente a adoção de termos e cerimonias, fundamentados nos ritos da Maçonaria. Para falarmos deste tratamento, remota desde os tempos de Abraão, o velho patriarca bíblico. Reza a história que estando ele e sua mulher Sara no Egito, lá ensinavam as 7 ciências liberais (gramática, lógica e dialética, matemática, geometria astronomia e música), e contou entre os seus discípulos com um de nome Euclides. Tão inteligente que não demorou nada em tornar-se mestre nas mesmas ciências, ficando por isso bastante afamado como ilustre personagem. Então Euclides, a par com suas aulas, estabeleceu regras de conduta para o discipulado; em primeiro lugar cada um deveria ser fiel ao Rei e ao país de nascimento; em segundo lugar, cumpria-lhes amarem-se uns aos outros e serem leais e dedicados mutuamente. Para que seus alunos não descuidassem dessas últimas obrigações, ele sugeriu a eles que se dessem, reciprocamente, o tratamento de “Irmãos” ou “Companheiros”.
Aprovando inteiramente esse costume da escola de Euclides, a Maçonaria resolveu sugeri-lo aos seus iniciados, que receberam-no com todo agrado, sem nenhuma restrição, passando a ser uma norma obrigatória nos diversos Corpos da Ordem. E não sendo diferente, este ensinamento foi repassado a Ordem DeMolay.
Realmente, agregamos a palavra “Irmão”, não somente em sentido da palavra, mas adotamos nossos Iniciáticos como Irmãos, de maneira muito afetiva e agradável, e estes, já no primeiro contato com a Ordem, usam este termo em todas as horas, seja dentro da Sala Capitular quanto no mundo profano.
O Poema Régius, que data do ano de 1390, tem o seguinte trecho:
(...) No ofício, diante de todos os demais, 
De servo ou servidor, mas sim de 
"meu caro irmão". 

Mesmo não sendo ele tão perfeito 
como um outro, 
Cada um por amor deveria chamar o 
outro de companheiro, (...)
Aconselha os operários a não se tratarem de outra forma senão de “meu caro Irmão”. Por isso o tratamento de Irmão dado por DeMolay a outro DeMolay, deve ser o reconhecimento fraternal, como se fossem de uma mesma família.
Somos Irmãos por recebermos a mesma Iniciação, os mesmos modos de reconhecimento e somos instruídos em um mesmo sistema de moralidade, liderança, justiça, humildade e tolerância.
Os membros de nossa Ordem aprendem a destruir a ignorância em si mesmos e nos outros; a ser corajosos contra suas próprias fraquezas, lutar contra seus próprios vícios e também contra a injustiça alheia.
São estimulados a praticarem um modo de vida que produza um nível elevado em suas relações com seus Irmãos, aos quais dedicam amizade sincera e devotada. São fiéis cumpridores de todo dever cujo cumprimento lhes seja legalmente imposto ou reclamado pela felicidade de sua Pátria, de sua Família e da Humanidade.
Jamais abandonará seus pares, seus Irmãos e seus amigos, no perigo, na aflição ou na perseguição. O verdadeiro Irmão respeita em seus semelhantes todos os direitos dados pelas leis da Natureza, como gostaria que os seus fossem respeitados.
Curioso, no entanto, é que ao sermos reconhecidos como Irmãos, o outro abre o sorriso e os braços, como se fosse um velho conhecido. Esse é um sentimento de irmandade, é muitas vezes, mais forte que entre Irmãos de sangue.
Nossa Ordem precisa de Irmãos verdadeiros, aqueles que têm orgulho de pertencerem à nossa Sublime Ordem e estão dispostos a sacrifícios pessoais em benefício dela.
Meu Irmão, se eu me esquecer de você, nunca se esqueça de mim!
Conte comigo. Eu conto contigo.
“O maior cargo dentro da Ordem DeMolay é o de verdadeiro Irmão.”     

Por Paulo Júnio de Lima
Texto Reescrito e Adaptado da Revista Universo Maçônico (Acesso Online)

março 07, 2011

Mundo Profano # 001: Carnaval


Carnaval é um período de festas regidas pelo ano lunar no cristianismo da Idade Média. O período do carnaval era marcado pelo "adeus à carne" ou "carne vale" dando origem ao termo "carnaval". Durante o período do carnaval havia uma grande concentração de festejos populares. Cada cidade brincava a seu modo, de acordo com seus costumes. O carnaval moderno, feito de desfiles e fantasias, é produto da sociedade vitoriana do século XIX. A cidade de Paris foi o principal modelo exportador da festa carnavalesca para o mundo. Cidades como Nice, Nova Orleans, Toronto e Rio de Janeiro se inspirariam no carnaval parisiense para implantar suas novas festas carnavalescas. Já o Rio de Janeiro criou e exportou o estilo de fazer carnaval com desfiles de escolas de samba para outras cidades do mundo, como São Paulo, Tóquio e Helsinque, capital da Finlândia.
O carnaval do Rio de Janeiro está no Guinness Book como o maior carnaval do mundo. Em 1995, o Guinness Book declarou o Galo da Madrugada como o maior bloco de carnaval do mundo.

Origens

O carnaval é uma festa que se originou na Grécia em meados dos anos 600 a 520 a.C.. Através dessa festa os gregos realizavam seus cultos em agradecimento aos deuses pela fertilidade do solo e pela produção. Posteriormente, os gregos e romanos inseriram bebidas e práticas sexuais na festa, tornando-a intolerável aos olhos da Igreja. Com o passar do tempo, o carnaval passou a ser uma comemoração adotada pela Igreja Católica, o que ocorreu de fato em 590 d.C. Até então, o carnaval era uma festa condenada pela Igreja por suas realizações em canto e dança que aos olhos cristãos eram atos pecaminosos. 


A partir da adoção do carnaval por parte da Igreja, a festa passou a ser comemorada através de cultos oficiais, o que bania os “atos pecaminosos”. Tal modificação foi fortemente espantosa aos olhos do povo, já que fugia das reais origens da festa, como o festejo pela alegria e pelas conquistas. Em 1545, durante o Concílio de Trento, o carnaval voltou a ser uma festa popular. Em aproximadamente 1723, o carnaval chegou ao Brasil sob influência europeia. Ocorria através de desfiles de pessoas fantasiadas e mascaradas. Somente no século XIX que os blocos carnavalescos surgiram com carros decorados e pessoas fantasiadas de forma semelhante à de hoje. 


A festa foi grandemente adotada pela população brasileira, o que tornou o carnaval uma das maiores comemorações do país. As famosas marchinhas carnavalescas foram acrescentadas, assim a festa cresceu em quantidade de participantes e em qualidade.


Fontes: Brasil Escola, Google.